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Planejamento financeiro: entenda quais são os tipos de fluxo de caixa

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Planejamento financeiro: entenda quais são os tipos de fluxo de caixa

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O planejamento financeiro parece uma realidade distante do seu pequeno negócio? Pois saiba que fatores externos como inflação, desemprego e câmbio desfavorável podem impactar diretamente em seus resultados. Sendo assim, não se antecipar pode deixar seu empreendimento exposto a riscos relacionados a oscilações econômicas.

Existe um termo contábil conhecido como provisão para perdas, cujo significado remete à postura prudente quanto aos possíveis prejuízos em função de resultados negativos. Por exemplo, quando você faz uma venda parcelada e deixa de receber o valor das duplicatas, você pode minimizar as perdas decorrentes de um calote desde que tenha feito a provisão.

No fim das contas, planejar as finanças tem tudo a ver com um outro aspecto fundamental: o fluxo de caixa, que pode ser gerido sob várias perspectivas. Confira, neste post, as diferentes maneiras de controlar receitas, despesas e provisões. Boa leitura!

Planejamento financeiro empresarial

Antes de conhecer os tipos de fluxo de caixa, é importante você saber que ele se diferencia do planejamento financeiro. Portanto, é preciso saber qual tipo de abordagem funciona melhor de acordo com o que foi planejado para as suas finanças.

Toda e qualquer estratégia que envolva o futuro da empresa como um todo, inclusive as questões tributárias, fiscais, trabalhistas e até jurídicas, pode e deve ser parte dos planos para controlar a parte financeira.

Já o cálculo do fluxo de caixa, além de ser útil para antecipar o futuro, também é uma ferramenta de gestão para o agora. É como se o planejamento contemplasse uma festa de aniversário e o fluxo de caixa compreendesse a preparação dos doces, salgados e bebidas a serem servidos. Um existe em função do outro, em estreita relação de interdependência.

Estabelecida essa diferença, vamos, então, às possíveis formas de lidar com a parte mais importante da “festa”.

Tipos de fluxo de caixa

Fluxo de Caixa Operacional

Se o seu objetivo é saber se terá capital de giro para pagar suas despesas em um certo período, então, a análise do Fluxo de Caixa Operacional (FCO) é indicada. Para isso, você deve considerar o Lucro Antes de Juros e Impostos de Renda, mais conhecido pela sigla LAJIR.

Além disso, entra na conta a desvalorização, que é tudo o que a sua empresa perde por causa da inflação, juros, taxas e outros indexadores financeiros.

A fórmula é: FCO = LAJIR + Desvalorização – Impostos. Para facilitar, vamos a um exemplo prático?

Considere um buffet que, em um mês, gerou LAJIR de R$ 10 mil, sofreu desvalorização de R$ 2 mil e recolheu R$ 4 mil em impostos. Desta forma, o FCO ficaria em R$ 8 mil (R$ 10 mil + R$ 2 mil – R$ 4 mil).

Fluxo de Caixa Direto

Já o cálculo do Fluxo de Caixa Direto é a ferramenta mais adequada para saber, de forma detalhada, se a sua empresa contará, em um certo período de tempo, com os recursos para fazer seus pagamentos. Por isso, também é chamado de Demonstrativo de Fluxo de Caixa, já que é como se fosse um raio-X do que foi pago e do que foi recebido.

Enquanto o FCO é utilizado como mecanismo para avaliar a saúde financeira como um todo, o Fluxo de Caixa Direto oferece uma visão minuciosa.

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Fluxo de Caixa Indireto

Existem empresas que, por mais que realizem muitas vendas ao mês, acabam não percebendo resultados positivos em períodos mais longos. O gestor sabe que está indo bem nos negócios, mas, de alguma forma, não consegue traduzir isso em reservas financeiras, já que sobra pouco no fim do ano.

Se isso acontece na sua empresa, o Fluxo de Caixa Indireto (FCI) é o tipo de “radiografia” ideal. Trata-se de uma análise mais ampla, na qual é necessário utilizar os dados do seu Balanço Patrimonial e da sua Demonstração do Resultado do Exercício (DRE), podendo se tornar uma valiosa ferramenta de gestão.

Fluxo de Caixa Projetado

As modalidades destacadas até aqui, embora possam orientar decisões, são mais úteis para avaliações em curto prazo ou do cenário financeiro atual — e é possível que você esteja pensando em expandir.

Voltando ao exemplo do buffet, pode ser que a cozinha precise de um novo e poderoso fogão industrial, ou que seja necessário contratar um ajudante, tendo em vista os números de pedidos recebidos.

Não é prudente contratar um funcionário ou comprar um equipamento sem saber os custos relacionados a essas ações, concorda? Para isso, você vai precisar projetar seu fluxo de caixa.

O mecanismo é relativamente simples e consiste em elaborar um cálculo tendo como referência um período de tempo que possa garantir resultados financeiros para cobrir o gasto futuro.

Se um fogão industrial custa, hoje, R$ 10 mil, faça uma revisão de tudo que a sua empresa gastou e recebeu ao longo de um ano. Se o saldo final for suficiente para a compra do equipamento e ainda der conta das despesas mensais de manutenção, então, a projeção é para a compra do equipamento daqui a um ano.

Caso os números não batam, refaça os cálculos, aumentando o tempo para garantir os recursos necessários. Esse é um cálculo aproximado; portanto, cuide sempre de fazer a provisão conforme destacamos no início.

Fluxo de Caixa Livre

Outra ferramenta útil para apontar a liquidez da sua empresa é a análise do Fluxo de Caixa Livre. Esse método também serve para demonstrar o quanto o negócio é lucrativo, informação valiosa para quem deseja atrair investidores externos, já que também é um instrumento usado para fazer projeções.

Basicamente, o FCL representa o quanto sobra depois de todas as despesas operacionais pagas, inclusive impostos. Pode ser calculado de diversas formas, entretanto, a mais simples é: FCL = FCO (Fluxo de Caixa Operacional) + FCI (Fluxo de Caixa de Investimentos, tema do próximo tópico).

Fluxo de Caixa das Atividades de Investimento

O FCI é ideal para avaliar a movimentação financeira dos recursos investidos em aplicações financeiras. Todo investimento representa a saída de recursos, na forma de depósitos, e também a entrada, quando rendem juros e dividendos.

Nesse caso, tudo que você reservar para aplicar na poupança, por exemplo, pode ser considerado como despesa nesse tipo de análise. Já os rendimentos entram na conta como o lucro apurado.

Fluxo de Caixa Descontado

Embora o FCL possa servir de parâmetro para a atração de investidores, a ferramenta mais apropriada para essa finalidade é o Fluxo de Caixa Descontado (FCD). Com ele é possível chegar ao valor da sua empresa, incluindo os lucros que ela pode gerar, na forma de uma estimativa.

A maneira mais simples de calcular tem como base as projeções de faturamento para os próximos exercícios, como no exemplo a seguir:

  • 2018 — R$ 106.000,00;
  • 2019 — R$ 125.500,00;
  • 2020 — R$ 131.200,00.

Agora, você precisará ter em mãos a taxa de juros, que deve ser obtida calculando a taxa de desconto e o valor residual. Para agilizar, vamos supor que você tenha chegado a um valor anual de 10%. Assim:

  • 2018 — R$ 106.000,00 / (1,10) = R$ 93.363,63;
  • 2019 — R$ 125.500,00 / (1,10) = R$ 114.090,90;
  • 2020 — R$ 131.200,00 / (1,10) = R$ 119.272,72.

Logo, o valuation da sua empresa é de R$ 326.727,25.

Experimente fazer alguns dos cálculos descritos neste post ao elaborar o planejamento financeiro da sua empresa e veja como você vai ter muito mais controle do seu negócio. Na dúvida, tenha sempre um contador ao seu lado.

Que tal organizar seu fluxo de caixa? Baixe nossa Planilha de Fluxo de Caixa e organize suas finanças!

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