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Oi inaugura serviços de telecomunicações em estação da Marinha brasileira na Antártica

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Oi inaugura serviços de telecomunicações em estação da Marinha brasileira na Antártica

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Você consegue imaginar as dificuldades para oferecer serviços de telecomunicações na Antártica? Além do frio intenso e ventos que chegam a 200 km/h, o local é extremamente isolado, sem população nativa ou permanente.

Esse foi o desafio encarado pela Oi por meio de sua parceria com a Marinha do Brasil: disponibilizar serviços de telecomunicações na estação brasileira na Antártica. Quer saber como isso aconteceu e quais são os benefícios alcançados? Confira os detalhes dessa grande aventura realizada pela Oi!

A estação brasileira na Antártica

Estação Almirante Comandante Ferraz concentra as pesquisas brasileiras no continente gelado, ocupando uma área de 4.500 metros quadrados. Durante o verão antártico, que ocorre entre novembro e março, passam pela estação entre 150 e 200 pesquisadores focados em estudos climáticos e pesquisas em biotecnologia, promovendo avanços em diversas áreas, tais como medicina e agricultura.

Essas pesquisas são de grande importância, uma vez que a Antártica é o principal regulador térmico da Terra. Sendo assim, existe um grande interesse na área por conta de pesquisas climáticas e ambientais, por esse motivo, conectar a região ao restante do planeta é fundamental para os avanços científicos.

Por controlar as circulações atmosféricas e oceânicas, as alterações locais explicam e impactam as condições de vida em todo o planeta. Inclusive, a Antártica fica próxima ao sul do Brasil, fazendo com que os fenômenos ocorridos lá rapidamente causem algum impacto no país.

A inauguração dos serviços de telecomunicações na Antártica

A nova base de telecomunicações da Oi na Estação Antártica Comandante Ferraz foi inaugurada no dia 10 de março de 2019 pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Anatel, Marinha do Brasil e, claro, pela Oi. Com isso, os serviços de telecomunicações que já eram oferecidos foram modernizados, aumentando a capacidade de comunicação dos brasileiros que atuam na região.

Durante a inauguração, a Oi informou que os pesquisadores e militares brasileiros que trabalham na Antártica passam a contar, a partir de agora, com o que há de mais moderno em equipamentos de comunicação específicos para regiões inóspitas.

“Instalamos na estação brasileira na Antártica equipamentos de última geração que permitirão uma conexão de qualidade com o Brasil. Investimos em materiais especiais, como nossas antenas, que possuem sistema anticongelante e são produzidas pelo mesmo fabricante de aviões, submarinos e veículos militares. Nossa equipe trabalhou intensamente no local para disponibilizar uma rede moderna e compatível com o que oferecemos no Brasil”, explica o presidente da Oi, Eurico Teles.

Ainda na inauguração, os resultados diretos desse desafio vencido pela Oi já puderam ser percebidos, como na agilidade das pesquisas, qualidade de vida dos trabalhadores, segurança operacional e melhoria dos serviços administrativos.

“A operadora modernizou a estação terrena de satélite para garantir a conectividade dos pesquisadores instalados na estação e os centros de pesquisa e universidades em território brasileiro, conferindo a agilidade necessária à atividade acadêmica. Adicionalmente, essa nova infraestrutura possibilitará o monitoramento remoto dos equipamentos vitais, incrementando a segurança operacional da estação, a ligação à rede corporativa da Marinha, para as atividades administrativas, bem como a comunicação dos habitantes da EACF com seus familiares, fator preponderante para o convívio em condições adversas e regiões inóspitas”, afirma o Contra-Almirante Sérgio Gago Guida, Secretário da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar e Gerente do Programa Antártico Brasileiro.

A parceria entre a Oi e a Marinha brasileira

A Oi é parceira da Marinha do Brasil na Antártica desde 2006. Nessa época, foi assinado o primeiro acordo para fornecer serviços de telecomunicações no local. Os serviços inicialmente oferecidos eram de telefonia fixa. Após 2013, a Oi passou a oferecer também internet fixa e móvel, telefonia móvel e recepção de sinal de televisão.

Para que os serviços de telecomunicações estejam constantemente disponíveis aos pesquisadores, a Oi realiza anualmente a revisão e a manutenção preventiva nos equipamentos instalados na estação. No entanto, como imprevistos podem ocorrer, a Oi treina os militares que permanecem na estação ao longo de todo o ano.

Dessa forma, eles obtêm conhecimento suficiente para operacionalizar o sistema, realizar a manutenção dos equipamentos e solucionar eventuais problemas. Assim, evita-se a interrupção dos serviços de telecom no período do ano em que não há a possibilidade de deslocamento até a Antártica por conta das condições climáticas.

Os serviços oferecidos pela Oi na Antártica

Com a recente inauguração dos serviços de telecomunicações operados pela Oi na Estação Almirante Comandante Ferraz, os militares e pesquisadores brasileiros que atuam lá passam a contar com modernos equipamentos com rede móvel 4G, recepção de sinal de televisão e internet de alta velocidade. Isso permite transmitir dados, fazer videoconferências e ligações com velocidade e qualidade.

Os benefícios que esses serviços de telecomunicações proporcionam aos pesquisadores e militares são inúmeros. Para começar, a comunicação eficiente viabiliza a troca de dados entre as pessoas que estão na estação e as instituições brasileiras que as apoiam, contribuindo para o avanço das pesquisas.

Além disso, os serviços de telecomunicações facilitam o trabalho de desenvolvimento das pesquisas ao disponibilizar aos pesquisadores o acesso à tecnologia de ponta, extremamente necessária para as suas atividades. Para completar, ao conectar a estação na Antártica ao restante do mundo, a Oi atenua a sensação de isolamento que acomete os pesquisadores e os militares, por realizarem ligações e videochamadas com seus amigos e familiares.

O trabalho de instalação

Fornecer serviços de telecomunicações na região mais gelada do planeta, exigiu muita determinação por parte de toda a equipe da Oi envolvida no projeto. A explicação está nas dificuldades climáticas que impõem diversos desafios. Por exemplo, todos que vão para a Antártica são obrigados a passar por um treinamento realizado pela Marinha na Ilha da Marambaia.

Os desafios aparecem também na escolha dos equipamentos, que precisam ser especiais para suportar tanto frio. Assim, a Oi investiu em dispositivos confeccionados em materiais especiais. As antenas, por exemplo, contam com sistema anticongelante e são fabricadas com a mesma tecnologia de aviões, veículos militares e submarinos.

Além disso, segundo o diretor de regulamentação da Oi, Carlos Eduardo Monteiro, a instalação desses equipamentos demandou uma logística enorme, pois todos os equipamentos eram importados. Chegavam ao Brasil e eram transportados para Punta Arenas, no Chile. Depois, seguiam para a Antártica.

“Não pode faltar um parafuso. Tivemos que comprar tudo com alto grau de acuracidade e com sobressalentes para eventuais troca e reparo. Todo o processo, de compra, transporte, passagem aduaneiras e desembarque em vários locais foi desafiador. E, chegando lá, tivemos toda a montagem, trabalhando dia e noite, em condições nada favoráveis”, disse Carlos Eduardo Monteiro.

Ainda de acordo com Monteiro, todos os equipamentos são especiais, capazes de suportar ventos de mais de 240 km/h. Além disso, as antenas não são fabricadas em metal, mas sim em fibra de vidro, para evitar a corrosão. Elas também contam com sistema que evita o congelamento.

Para completar, a Oi precisou levar à Antártica dezenas de antenas, quilômetros de cabos e diversos equipamentos capazes de suportar baixíssimas temperaturas, tempestades de neve e ventos fortes. Foram mais de 2,5 toneladas de equipamentos.

Isso mostra como a Oi é capaz de superar desafios para oferecer serviços de telecomunicações. Dessa forma, seu compromisso de levar conexão e mais qualidade de vida aos pesquisadores e militares brasileiros é cumprida.

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