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5 lições do livro Organizações Exponenciais para aplicar ao seu negócio

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5 lições do livro Organizações Exponenciais para aplicar ao seu negócio

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A chamada Revolução Disruptiva vem dando o que falar — e agir. Conforme os rumos que ela aponta, cada vez mais empresas deixam de ser movidas apenas pelo lucro. Nesse sentido, merece destaque o livro Organizações Exponenciais, apontado como uma das principais referências literárias sobre o movimento disruptivo.

Os autores Salim Ismail, Michael S. Malone, Yuri Van Geest e Peter H. Diamandis, após ampla e exaustiva pesquisa de campo em que analisaram dezenas de empresas e líderes mundiais, trazem na obra novas perspectivas de negócios. De acordo com eles, não há possibilidade de sobreviver que não passe pela constante disposição em inovar.

Esse pode ser considerado o Massive Transformative Purpose (MTP), que orienta as empresas organizadas da forma proposta. Quer conhecer outras importantes lições do livro? Continue a leitura!

1. Propósito transformador massivo

Você já deve conhecer há algum tempo a importância dos pilares organizacionais, formados por Missão, Visão e Valores. No contexto das organizações exponenciais, essa tríade ganha um novo significado. Começando pela Visão, ela agora é chamada pela sigla MTP, ou propósito transformador massivo.

Em última instância, o MTP é o que faz com que uma empresa torne-se grande. Ou seja, para ser um negócio bilionário, sua visão precisa alcançar bilhões de pessoas.

Sem um propósito abrangente o bastante, as atividades das empresas tendem a se tornar vazias de significado — e, em um mercado movido pela inovação, isso pode ser a morte. É isso que acontece com os negócios que, em vez de centrar esforços em suas respectivas missões, desviam o olhar apenas para a manutenção ou conquista de mercados.

Um bom exemplo de empresa que sucumbiu porque não soube aplicar visão aos negócios foi a finlandesa Nokia. Outrora gigante da telefonia, sua derrocada pode ser creditada a diversos motivos, entre eles o afastamento de sua missão principal de “fazer as pessoas se comunicarem”.

Nesse vácuo, não foi por acaso que a Apple tomou conta do mercado. A companhia entendeu melhor do que a Nokia que não é a tecnologia em si que importa, mas como ela torna a vida das pessoas melhor.

2. Flexibilidade para mudar

Por si só, o MTP não basta para garantir prosperidade e crescimento. De acordo com os autores de Organizações Exponenciais, toda empresa tem uma espécie de “sistema imunológico”, que busca conservar aquilo que já conquistaram e rechaça a inovação.

Portanto, o sucesso está ligado a como as organizações materializam sua capacidade de inovação e preservam seu propósito transformador massivo.

Uma possível solução para iludir esse sistema é, como diz o jargão popular, “comer pelas beiradas”. Se sua empresa investir muito em inovação, naturalmente vai gerar uma reação do seu sistema imunológico, que não descansará enquanto a ameaça não for contida.

Considerando as forças internas que se debatem, a solução está na flexibilidade. O processo disruptivo não é linear, exigindo que sua empresa alterne avanços e recuos. Portanto, inovar é uma sucessão de eventos que começa discretamente e ganha corpo com o tempo, desde que esteja alinhada ao MTP e de fato agregue valor.

3. Ranquear clientes

Essa lição é fundamental para negócios movidos pela inovação e por clientes mutáveis e com múltiplos desejos e aspirações. No contexto das empresas que adotam a exponencialidade, o relacionamento pode ser enquadrado como um dos componentes do conceito 6D:

  • Digitalizado;
  • Dissimulado;
  • Disruptivo;
  • Desmaterializado,
  • Desmonetizado;
  • Democratizado.

Em relação à dissimulação, não se trata de fingir ser o que não é, mas do crescimento dissimulado que acontece a partir da adoção da tecnologia como mola propulsora de negócios. Ou seja, sua empresa cresce em alcance, mesmo que virtual.

Por outro lado, ranquear clientes significa dar tratamentos distintos para cada consumidor, sem deixar de lado o “D” de Democratizado. Todos têm os mesmos direitos, mas a abordagem varia conforme suas necessidades individuais. O canal para esse relacionamento ganhar força, evidentemente, passa pelo “D” de Digitalizado.

4. Adotar Machine Learning

Um dos princípios desenvolvidos pelo livro aponta a necessidade de criar coisas radicalmente novas a fim de manter a competitividade em um mercado movido pelo conceito 6D. Isso diz respeito a reinventar a própria empresa — que, cada vez mais, precisa ser tão adaptável, abrangente e tecnologicamente inteligente quanto o mundo em que pretende atuar.

E se estamos lidando com um processo que usa a tecnologia intensamente, nada mais adequado do que empregar sua última palavra: o aprendizado de máquinas, ou Machine Learning (ML).

Como o termo sugere, são softwares ou robôs virtuais capazes de assimilar grandes volumes de dados (Big Data). Essas informações são transformadas em dados estruturados capazes de balizar decisões e orientar os gestores sobre o que fazer.

Como vantagem adicional, sua empresa vai estar livre de vícios e da falha humana. Ao mesmo tempo, na forma de ML, vai poder decidir com total liberdade sobre os rumos apontados pela Inteligência Artificial.

5. Montar planejamento abrangente

Enquanto a tecnologia avança e apresenta novos paradigmas para organização de negócios, outras práticas mantêm sua importância, não importa o quanto sejam conhecidas. Uma delas é o planejamento, que deve contemplar todas as esferas, prazos e setores quanto for possível.

Para as finanças, por exemplo, é altamente recomendável contar com planejamento que dê conta de cumprir objetivos em curto, médio e longo prazo. O mesmo vale para as operações logísticas, gestão de estoque e o que mais demandar antecipação. Dessa forma, suas capacidades são melhor aproveitadas e você fica livre para dedicar-se à inovação.

Em um universo sujeito a mudanças rápidas, a concorrência pode estar onde menos se espera. Estar preparado para enfrentar esses desafios é uma questão de sobrevivência. Por sua vez, sua empresa deve assumir o cumprimento de metas, avaliar o cenário externo com realismo e identificar com precisão suas forças e fraquezas.

Como destacam os autores de Organizações Exponenciais, seus concorrentes não são mais as grandes empresas, mas aquela nova ideia de negócio que está ganhando forma nos fundos de uma garagem. Essa é, talvez, a maior evidência de que o mundo está mudando — e essa mudança não é só consequência, mas está no DNA das novas empresas.

Além da teoria exposta em Organizações Exponenciais, considere a estratégia do oceano azul como suporte para inovação. Afinal, não é possível fazer diferente sem aprendizado contínuo!

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