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Design Thinking: o que todo empreendedor precisa saber

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Design Thinking: o que todo empreendedor precisa saber

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De que forma sua empresa lida com os problemas de seus clientes, tanto os atuais quanto os potenciais? Diante de desafios que exigem respostas cuja origem não é facilmente identificável, surge o Design Thinking como alternativa.

Trata-se de uma abordagem que parte das necessidades das pessoas, também definidas como público-alvo, clientes ou leads. Uma vez que seu negócio se proponha a atender demandas, cedo ou tarde, poderá se deparar com empreitadas de solução nem sempre as mais fáceis.

Identificadas essas demandas, utiliza-se um processo criativo nos mesmos moldes do que é utilizado pelos profissionais de design — quando realizam suas tarefas. Estamos falando, portanto, de algo mais abrangente, não apenas da criação de marcas e tratamento de imagens.

As finalidades e propósitos do Design Thinking

O Design Thinking é um conceito relativamente recente. Suas origens remontam ao histórico movimento liderado pela escola Bauhaus de arquitetura e design, no início do século XX. No entanto, podemos atribuir aos professores David Kelley e Tim Brown (Universidade de Stanford, fundadores da consultoria IDEO) os méritos pela criação da abordagem.

Considerando sua ligação umbilical com escolas de vanguarda, podemos dizer que toda solução que parta do DT está intrinsecamente relacionada com a inovação.

Não surpreende que em startups, seja quase um requisito para os candidatos a postos de trabalho saber trabalhar de acordo com os princípios do DT. Quem domina “a arte de pensar com a cabeça do outro” terá sempre vantagem em empresas que lidam o tempo todo com as demandas desconhecidas e com a disrupção.

A organização de processos baseado em DT

Na verdade, embora pareça um método, o Design Thinking tem mais a ver com uma postura perante os estímulos que a todo instante as empresas são submetidas. Por outro lado, abrir mão de métodos rígidos não significa o caos. Assim, uma solução que parte desse conceito é estruturada em 4 etapas básicas:

1. Compreender e criar empatia

Tudo começa quando um lead ou cliente apresenta um problema que possa ser solucionado. Nem sempre os recursos que temos à mão são suficientes para atender às necessidades das pessoas. Às vezes, é preciso investigar para chegar a uma solução dentro de um escopo de atividades.

Esse espírito investigativo só se manifesta quando você sente de fato as dores das pessoas que procuram pelos seus produtos ou serviços. A empatia, portanto, é a base sobre a qual todas as ideias subsequentes serão desenvolvidas.

2. Apontar possibilidades e possíveis soluções

Entendido o problema, abre-se a possibilidade de avançar a uma segunda fase do processo. Aqui, a empresa pode utilizar ferramentas e métodos já conhecidos que indicarão um rumo a seguir, tal como uma bússola.

matriz SWOT — ou FOFA, em português — é a mais utilizada, já que permite a visualização das forças, vantagens e fraquezas, suas e dos concorrentes, em um quadro simples e de fácil assimilação.

Nessa etapa é também indicado recorrer ao tradicional brainstorm, até mesmo porque uma das premissas do DT é justamente o trabalho em equipe e o pensamento orientado pelo coletivo.

3. Prototipagem de produtos ou serviços

Com as informações disponíveis, já é possível começar a elaborar soluções concretas, pelo conceito da prototipagem. Um exemplo de solução nessa linha são as maquetes, construídas por arquitetos para visualização de suas obras antes mesmo de começarem a ser erguidas.

Um protótipo simula o produto ou serviço a ser prestado, podendo ser feito em escala reduzida ou com os atributos mínimos para garantir a solução do problema em questão.

Também pode ser usado, nesse caso, o modelo MVP, ou Produto Minimamente Viável. Seria uma versão superbásica do produto a ser vendido, com a finalidade de minimizar riscos inerentes à fabricação de itens que ainda não se sabe se terão aceitação.

Colocando à disposição das pessoas um modelo capaz de atender a suas necessidades, mas que seja produzido a custo mínimo, a empresa tem a chance de testar se realmente está no caminho certo.

4. Conclusão e lançamento no mercado

Após a bateria de testes, será possível incrementar a versão mínima do produto, tendo em vista seu posterior lançamento e comercialização. Nessa fase final, entram os profissionais responsáveis por dar acabamento, definindo aspectos como aparência, cores, texturas e o que mais estiver ligado à função principal daquilo que será vendido.

Exemplo: ao lançar um cosmético, como será a embalagem? Que cor representará de forma fidedigna as funções do produto, considerando o público a que se destina?

As vantagens em aplicar o conceito

Quando uma empresa desenvolve uma cultura de trabalho em que as dores do cliente são o ponto de partida para desenvolvimento de processos, ganha-se vantagem competitiva sobre concorrentes que só sabem operar a partir de modelos prontos.

Não surpreende que, em organizações — não importa o tamanho — onde a criatividade tem espaço para acontecer, a motivação seja maior do que naquelas mais verticalizadas. Embora a hierarquização não seja em si um empecilho, é certo que quanto mais rígida, menor será a possibilidade de se renovar.

A abordagem baseada em DT pode ser replicada por empresas de todos os segmentos. De instituições financeiras, passando por empresas de tecnologia e até de saúde — onde o paciente é o centro das atenções — todos podem ser beneficiar da inovação a serviço das pessoas.

Para vendas, a utilização de ferramentas com foco no cliente pode transformar equipes apáticas em profissionais realmente empenhados em criar soluções. Ao pensar como se fosse um cliente, um vendedor aumenta de forma considerável sua capacidade persuasiva, deixando de ser um inconveniente.

A valorização da experiência construtiva

Pela ótica conceitual e não apenas metodológica, até mesmo experiências passadas ganham novo sentido. Os erros deixam de ser algo a ser evitado, para se tornar a matéria-prima para experiências mais ricas.

Tudo pode ser aproveitado, desde que atenda a objetivos mais amplos, inclusive de vendas. O apego aos métodos pode acabar engessando. É justamente nesse ponto que uma estratégia comercial baseada em DT funciona melhor.

O Design Thinking pode ser a resposta que sua empresa busca para elevar sua produtividade partindo do princípio de que o cliente é sua razão para existir. Pelo ponto de vista do seu público, será possível enxergar com exatidão seus problemas, tornando-se possível desenvolver soluções mais ajustadas às expectativas do cliente.

Deu para perceber que, no campo da inovação, existe muito espaço para quem sabe usar a criatividade? Aproveite para se aprofundar ainda mais no assunto, acessando agora o artigo que fala sobre as startups enxutas!

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