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Como contratar um funcionário do jeito certo?

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Como contratar um funcionário do jeito certo?

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Uma contratação necessita da observação de diversos critérios formais, obrigações trabalhistas, bem como dos requisitos profissionais para o preenchimento da vaga. Entenda como funciona o processo de admissão e dicas que poderão ajudá-lo nesse passo tão importante da sua jornada empreendedora.

Estar à frente de uma empresa implica no desenvolvimento de múltiplas competências de gestão. Entre elas, saber como contratar um funcionário é uma das que exercem maior influência no decorrer das atividades.

Uma contratação equivocada implica assumir obrigações, como encargos legais não previstos, em decorrência de demissões, problemas no dia a dia e de convivência, entre outros fatores. Além disso, existe a questão da alta rotatividade, que não é nada sadia para o crescimento e a estabilidade de uma empresa.

Não há como negar que uma única entrevista ou mesmo alguns poucos meses de convivência não são suficientes para conhecer uma pessoa a fundo, porém, com algumas medidas você pode evitar danos maiores. Acompanhe nosso artigo e entenda como contratar seu novo funcionário da melhor forma possível!

1. Respeite as leis trabalhistas

Todo empregador deve seguir as rotinas de admissão previstas ao contratar um novo funcionário. Essas obrigações no processo admissional incluem:

  • Registro em Livro Registro de Empregado de todos os dados da contratação;
  • Elaboração de contrato de trabalho, com a descrição das funções a serem desempenhadas;
  • Data de início do contrato de trabalho;
  • Salário e outras informações.

Além disso, é necessário assinar a CTPS – Carteira de Trabalho – do empregado e devolvê-la em, no máximo, 48 horas. Se o empregado tiver filhos menores de 14 anos, deverá preencher ficha para recebimento de salário-família e apresentar os documentos relativos ao menor, como carteira de vacinação (para filhos com até 6 anos) e comprovante de frequência escolar para maiores de 7 anos.

vale transporte também deverá ser solicitado com o preenchimento de formulário próprio, em que o empregado assume a veracidade das informações repassadas.

2. Considere a previsibilidade de caixa

A complexidade de uma contratação é percebida pela necessidade de observar múltiplos critérios formais e obrigações trabalhistas, além, é claro, dos requisitos profissionais para o preenchimento de uma vaga.

Saber quanto custa um funcionário é muito importante para não perder de vista a manutenção de um fluxo de caixa positivo. A aquisição também não deve representar perda substancial no capital de giro, o montante necessário para manter as operações de uma empresa.

Um aspecto que pode ajudar a evitar prejuízos é contar com o período de experiência. Entre 45 e 90 dias, a empresa poderá optar por manter o novo contratado ou demiti-lo. Se a opção for pelo desligamento, ele poderá ser feito apenas pagando os valores proporcionais ao décimo terceiro salário e férias. Não há multa por rescisão contratual.

Numa contratação, também devem ser ponderados todos os cálculos de encargos sociais e trabalhistas, como o imposto de funcionário para simples nacional; afinal, um colaborador não custa apenas o que ele recebe como salário.

3. Defina o escopo das contratações

Antes de procurar um novo colaborador, é fundamental traçar minuciosamente o perfil desejado. Não se trata apenas de estipular os requisitos profissionais, formação e competências desejadas.

É preciso estar preparado para saber como traçar um perfil comportamental que garanta a adequação do novo contratado às equipes das quais fará parte. Grandes empresas, como o Google, por exemplo, dão preferência a pessoas que apresentem um perfil que equilibre liderança e humildade. Na Apple, a preferência é por pessoas que, mesmo que não tenham a formação desejada, sejam naturalmente espontâneas e comunicativas.

Portanto, mais do que ter critérios claros em relação à vaga, poupa considerável tempo e esforço definir previamente uma política de contratações. Criar um programa de indicações, por exemplo, pode ser útil, já que ninguém melhor do que seus próprios funcionários para saber quem poderia somar ao time.

Em algumas empresas, como o Google – sim, ele novamente! –, programas de indicação são muito incentivados. Existe até mesmo um bônus para o funcionário que indicar um novo colaborador. Você também pode tornar esse método atrativo oferecendo folgas extras, por exemplo.

Nesse sentido, ajuda muito quando a empresa tem canais de comunicação abertos para que seus funcionários tirem suas dúvidas e sejam notificados em relação ao que se espera deles.

4. Conte com infraestrutura adequada

Pouco vale um profissional com ampla experiência e ajustado ao perfil comportamental desejado se a empresa não dispõe de infraestrutura para desencadear uma seleção e depois extrair do contratado seu máximo em rendimento.

Entre as obrigações previstas em lei para a contratação de um funcionário, estão a realização de exame médico admissional, que pode realizado em clínicas terceirizadas, desde que opere de acordo com as normas do MTE.

Satisfeitas as formalidades, deve-se garantir que o novo colaborador terá condições adequadas para exercer suas atividades. Imagine contratar um profissional de design e depois descobrir que a empresa não dispõe de computadores e softwares adequados para trabalhar com imagens?

5. Equilibre currículo x habilidade interpessoais

A filosofia “contratar lento, demitir rápido”, comum nas maiores empresas dos Estados Unidos, é uma tendência que, ao que tudo indica, veio para ficar no Brasil. Significa que, ao contratar, a precipitação deve ser evitada a todo custo, enquanto se avalia, nos mínimos detalhes, as respostas que o candidato apresenta nas etapas do processo seletivo. Tudo é considerado como eliminatório antes da contratação.

5. Crie uma comunidade de talentos

Outra prática que se revela eficaz para garantir a captação de talentos ajustados ao perfil da empresa é criar uma comunidade de talentos. Tal como numa rede social, nela os profissionais cadastrados e com perfis ativos poderão gradativamente desenvolver uma relação com a empresa, enquanto criam identificação e conhecem seus valores.

Nesse mecanismo, as contratações deixam de ser vistas como processos isolados. Assim, ao invés de focar em uma função, a empresa pode contratar com base em outros atributos, como empatia, envolvimento e capacidade de se expressar do candidato. Além disso, esse sistema de recrutamento pode trazer informações que só poderiam ser apuradas com tempo de convivência, do qual processos seletivos tradicionais geralmente não dispõem.

6. Tenha uma política de incentivos

Um engano cometido por algumas empresas é achar que apenas um alto salário é suficiente para atrair e reter talentos. Com o tempo e o natural ajuste do padrão de vida aos vencimentos percebidos, a remuneração deixa de ser um fator de retenção. Como não é possível aumentar indefinidamente os ganhos, é preciso encontrar outras formas de motivar seus colaboradores. Confira algumas sugestões abaixo:

  • Opção de trabalho home office em alguns dias da semana;
  • Descontos em rede de estabelecimentos conveniada;
  • Benefícios como plano de saúde e odontológico;
  • Vale-alimentação e refeição;
  • Auxílio-creche e muito mais.

Não são raros os casos em que o clima de uma empresa é fator decisivo para que pessoas se sintam mais ou menos motivadas em seus trabalhos. Sendo assim, um ambiente agradável é fundamental para manter as pessoas engajadas.

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